Histórias de áudio

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Olá ouvinte/leitor de nosso site. Nesta página você vai conhecer um pouco da história das mídias de gravação que foram utilizadas até hoje.  

Fita K7

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A fita cassete ou  (K7) foi criada nos anos 60, mais precisamente em 1963, pele empresa Philips como uma maneira de tornar a reprodução de música portátil. A tecnologia em um corpo plástico virou alternativa aos enormes discos de vinil. Permitia em média 30 minutos de gravação de cada lado. As fitinhas ganharam força quando surgiu o walkman lançado pela Sony na década de 80. Sua sobrevivência foi até meados dos anos 90, quando na época os CDs e MP3 davam os primeiros passos. Alguns dados sobre a fita K7:

 

- o tempo de gravação dependia do tamanho da fita disponível: 46, 60, 90 e 120 minutos;

 

- tipos de fitas k7: Ferro, Cromo, Metal;

- bandas, cantores (amadores e profissionais) usavam as fitas para registros de suas criações (fitas demo) assim como jornalistas em suas reportagens e pessoas comuns que costumavam gravar músicas das rádios;

Se você desejar saber quais fitas K7 foram criadas e lançadas no mundo, clique no link abaixo e você verá todas as fitas K7 que fizeram parte da história: 

                           

                                               http://www.c-90.org/catalogue/tapes

Mini Disc (MD)

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O mini disc é um disco ótico de armazenamento de dados, geralmente de áudio digital. A tecnologia foi anunciada pela Sony em 1991 e introduzida em 12 de janeiro de 1992. Tinha como objetivo repassar o áudio analógico (vinil, K7, transmissões de rádios, entrevistas) para o sistema digital de alta fidelidade. No Japão e na Europa foi uma febre, porém aqui no Brasil não pegou muito devido ao eu elevado preço.

Alguns dados sobre o Mini Disc:

- Disco guardado em um cartucho de 68x72x5 mm (você não tocava no disco)

- O disco é regravável (segundo informações da Sony era possível gravar e regravar até 5 mil vezes sem perder qualidade!)

- Tempo de gravação: 60, 74 e 80 minutos;

- O áudio no MD é comprimido no formato ATRAC (Adaptive Transform Acoustic Coding);

Para saber mais, clique nos links abaixo:

https://www.esijmjg.com.br/2019/03/o-classico-mini-disc-md-da-sony-musica.html

https://maisgeek.com/lembra-do-minidisc-veja-como-voce-ainda-pode-usar-em-2020/

https://www.showmetech.com.br/historia-das-midias-por-quanto-tempo-seus-arquivos-estarao-a-salvo/

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Vinil

Foto: LP Wax: Right between the eyes (Acervo pessoal)

O disco de vinil ou ainda Long play (LP) é uma mídia desenvolvida no final da década de 1940 para reprodução musical que usa um material plástico chamando vinil (normalmente feitos de PVC), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio que são reproduzidas através de um toca discos. Seu surgimento se deu em 21 de junho de 1948 no EUA pela Columbia Records. Eles surgiram substituindo os discos de goma-laca de 78 rpm. Foram por muitos anos detentores de vendas no mercado. Mas no final dos anos 80 e meados dos anos 90 com o surgimento do CD foram perdendo espaço e sumiram das prateleiras das lojas de discos. 

Porém depois de muito tempo o vinil está voltado ao mercado com força pois o mesmo é procurado por colecionadores, DJ's e amantes da música em geral. Para saber mais clique nos links abaixo:

 

https://universodovinil.com.br/tudo-sobre-discos-de-vinil/

http://polysom.com.br/site/

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Compact Disc (CD)

Para a geração acostumada ao som analógico das fitas K7 e dos vinis, o surgimento do disquinho prateado e com um som limpinho foi um espanto só! A Philips anunciou oficialmente o CD em 8 de março de 1979. Mas foi apenas no final da década de 80 e início da década de 90 que a popularidade dos CDs aumentaria, assim fornecendo maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinis serem considerados obsoletos (atualmente essa teoria caiu por terra com a volta dos vinis). 

Philips e Sony se uniram em uma força tarefa para desenvolver e lançar a novo formato de áudio. Seu lançamento se deu a a partir de 1º de outubro de 1982 no mercado mundial, começando pelo Japão e a Europa. Em fevereiro de 1983, o sistema apareceu na América do Norte. No Brasil, o então novo sistema digital só foi lançado em julho de 1987. Os primeiros CDs vendido no mercado foram de músicas clássicas. Com advento do Streaming de músicas, há uma teoria de que os CDs de áudio estão com os dias contados. Será? Acredita-se que a história se repetirá, como foi com os vinis.

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MP3

O MP3 é um dos primeiros tipos de compressão de áudio com perdas quase imperceptíveis ao ouvido humano. Após muitos estudos, pesquisas e teses de doutorado (olha aí a pequisa e estudo tão necessários) em dezembro de 1991 nascia o MP3. Até o final dos anos 90 o MP3 chegaria à casa do usuário doméstico, como um tsunami de músicas compactadas. Centenas de pessoas tinham seus olhos brilhando, pois poderiam ouvir suas músicas prediletas, sem terem o trabalho de trocar os CDs inúmeras vezes. Quem não gostou muito disso foi a indústria fonográfica, pois surgia nesse momento a pirataria de arquivos de áudio. Mas isso é outra história! 

Tape Deck

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Polyvox CP-850D

Nos anos 60, 70, 80 e metade dos anos 90 os tape decks foram os queridinhos dos profissionais de som. Muitos modelos foram lançados durantes esses anos. Alguns deles se destacaram por sua alta qualidade de reprodução e gravação. Os primeiros tape decks foram lançados pela Philips, mas empresas como Sony, Toshiba, Polyvox e Gradiente investiram pesado na fabricação de diversos modelos. Em sua maioria, os tape decks gravavam os três modelos de fita K7 disponíveis no mercado (Ferro, Cromo e Metal). Esses aparelhos oportunizavam a gravação de áudios de diferentes fontes como rádios, microfones, vinis, nas K7 e podia-se ouvir onde se desejasse. Os DJs faziam suas mixtapes para apresentações em clubes e festas em geral. Essas mixtapes proporcionavam a facilidade de levar para as festas os sucessos que tocavam no momento sem precisar carregar os vinis que mereciam um pouco mais de cuidado em relação as fitas K7. 

Toca discos

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Os bolachões dominaram o mercado musical por muitos anos e junto com eles os toca discos. Existem diversos modelos, desde os mais simples ao mais sofisticados. Tê-los, um simples ou um sofisticado, depende do quanto a pessoa está disposta a gastar. Um bom toca discos traz todas as ferramentas necessárias para tratar e ouvir um vinil de forma coerente e com qualidade.  Entre essas ferramentas podemos citar: peso e contra-peso, pitch control, estrutura de ajustes e regulagem, possibilidade de usar diversos tipos de agulhas, luminária, estroboscópio, além de conter uma estrutura robusta. Não há dúvidas que vale apena investir um pouco mais e ter a certeza de que seus vinis agradecerão por serem tocados em um toca discos decente. Mas cuidado! Se você desejar entrar no mundo dos vinis e toca discos  não compre o primeiro que lhe oferecerem ou ver em uma loja (corra das "vitrolinhas"!!). Há diversas marcas e modelos no mercado, cada um para uma situação diferente.    

Mini Disc Deck

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Sony MD-JE 530

Nos meados dos anos 90 com a popularidade dos CDs as fitas K7 começaram a sumir do mercado deixando muita gente literalmente na mão, pois os mesmos já não podiam mais gravar suas músicas ou programas de áudio favoritos. No entanto, a Sony lança no mercado uma alternativa que na época era a evolução da K7. O Mini Disc. Na foto acima temos o MDS-JE530, considerado um dos melhores gravadores de MD do mercado. Há outros modelos menores e portáteis. Uma tecnologia extremamente versátil e de alta qualidade mas com um pequeno problema para os padrões brasileiros: era caro, muito caro. Sem contar o auto preço dos disquinhos (MD) que também não eram nada baratos. Como usei e ainda uso essa mídia, posso dizer que a qualidade das gravações são excelentes!. No Japão e na Europa foram uma febre. A vida dele por aqui foi curta por vários motivos: valor elevado, a popularidade do MP3 e do Ipod e a pressão das gravadoras e dos fabricantes de CDs, pois para você ter uma ideia,  era possível gravar até 5 horas de música em um único disquinho além de gravar os nomes das músicas, dos cantores/bandas, data de gravação entre outros detalhes. De acordo com a Sony era possível gravar e regravar o disquinho até cinco mil vezes,